A janela aberta permitia-me ver a lua pela janela,Estava calor...rolava na cama inquieta...os lençóis colavam-se ao corpo.
Decide tomar um duche ...vesti apenas o robe.
Voltei para a cama acendi as velas. São uma companhia...acendi também o castiçal de agua com conchas e as lamparinas ganhavam vida as sombras na parede...
O silêncio.
Aos poucos entrei em letargia e adormeci.
Um vento súbito entra pela janela e senti-o passear no meu corpo, quente e frio.Uma voz, um murmúrio ...vermelhodeixo-me ficar, não quero acordar.As mãos suaves como um dedilhar,dentro de mim um fogo cresce...vermelhopercorres a minha pele como se não existisse amanhã...devagar, sem pressa.
Abraço-te e vejo-te ...Existes...Toco-te és real.
O beijo vermelho da paixão que me tolda o pensamento.
Aqui...és meu.
Percorro-te intensamente como se eu fosse noite e tua a fogueira e ilumina os meus passos...
Toco-te, quero-te...devagar.
Sede...molhas-me os lábios com os dedos e deslizas pelo meu pescoço...de costas conquistas-me ...descendo pelas costas agarras-me.
Imóvel, ouves a minha respiração cada vez mais ritmada...que segue a tua.
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Fogo quando te vejo, fogo quando te penso.
Primeiro uma leve sensação de paralisia, como um animal perseguido pelo seu predador. Depois a adrenalina que se espalha e enche o corpo, uma vontade brutal de transformar as imagens em gestos invade a cabeça.
As minhas pernas rodeiam o teu corpo, prendo-te, não te deixo mexer.Tentas, mas quando te mordo o pescoço páras, a saborear a dentada, a deixares que a dor te dê prazer. Mais do que esperavas, por isso pedes que pare.
Não devia ser assim, sussuras, mas as minhas mãos já não me pertencem, só fazem o que pedes, dão-te fogo, percorrem partes de ti que nunca ousei sonhar. Páro.Fica um dedo.
Que te percorre as costas e arrepia. Que te faz tremer, a unha na carne, a boca no pescoço. Quero-te, devagar. As pernas quentes, o resto, fogo.
Aquele fogo, sim, aquele. O que nos faz sorrir agora, o mesmo que bate em nós quando nos pensamos ou revivemos com prazer toques passados.
Viro-te para mim.
Não suporto mais a ideia de não ter o teu cabelo no meu rosto, nos meus olhos. Quero olhar-te para entrar em ti.
A tua pele é uma segunda pele, o teu corpo uma manta de seda que me cobre o desejo. Penso, adoro a forma como eles se conhecem.
E agora?
Pergunto-te se não chega assim, como se o momento fosse um sonho ou um beijo.Tenho medo da resposta.
Shiuuuu...não digas nada...
Abraço-te....com todo o meu corpo.
Como se fossemos apenas um, Dvorak toca, crescente melódico.
Todos os movimentos têm uma musicalidade em nós, as notas musicais tomam forma, uma forma distinta única, na parede as sombras dançam.
O teu cheiro entranha-se na minha pele...a sede animal desperta-me os sentidos.
Como um gato, deslizo para os lençóis, procura-me e encontra-me.
Olha-me nos olhos e encontra a noite ... as sombras dançam e o fogo arde dentro de mim.
As minhas faces rubras, o meu corpo arde como Lilith.
Entra em mim...devagar.Cresce...Desce por mim.Faz-me tua.Não encontrarás aqui submissão, apenas cumplicidade.
Amanhã encontrarás Eva, mas hoje o desejo é a única palavra.
Olha para mim...
Abraço-te, as minhas pernas no teu torço.
Agarra-me queima, arde...mais, mais...perto.
As minhas asas crescem e a plenitude do beijo eleva-me.
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Legal esse comentário...
ResponderEliminarInteressante