sexta-feira, 4 de março de 2011

Ele e Ela

No principio eram palavras
Os dias iam passando e as palavras tomavam forma as frases soltas eram laços cada vez amis proximos...

ela dizia:

É bom termos alguém que nos sinta...e nos ofereça uma linda bola de sabão que ilumina o dia num arco-íris de cores.

ele respondia:

A subtileza de quase escrever com destino...
Don't ask me why.

Por ti, por mim por nós.
O poder de sentir sem tocar,
O poder estar sem saber
O poder ver sem olhar
Num outro, qualquer lugar
Saber sorrir
Divagar...caminhar
O coração que canta
Baixinho uma canção
E o sentir é apenas o ritmo
A melodia que apenaseu, tu e nós sabemos...
Porque a criamos
No silêncio
No vazio
Do querer ao poder
De poder querer
Sorrir!Sonhar e viver!
Já não me sinto tão só!
Talvez um dia me habitue ao frio na barriga, sempre que envio um escrito...

e ele respondeu:

Talvez um dia me habitue ao calor q sinto qdo recebo um "escrito",ou ao frio que sinto quando não recebo nada...

E ela: sorriu !

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

No tempo em que as pedras falavam

No tempo em que as pedras falavam,os corpos eram simples luz.
Sempre que os corpos se tocavam,nascia um novo planeta e com ele, uma lua nova.
No tempo em que as pedras sentiam,as palavras não existiam.
Eram simples acordes de musica,que faziam o universo dançar.
Do tempo em que as pedras viam,ficou o oráculo, onde inscreveram os nossos nomes.
Todos os que já tivemos e teremos,até ao fim de todos os tempos.
Mas veio o tempo,em que as pedras calaram a sua sabedoria,para que os corpos se tornassem matéria tangível.
Assumiram os dons das pedras,mas esqueceram o seu nascimento de luz.
Apenas o sol e as estrelas do céu,os recordam docemente, desse estado de alma.
Quando os nossos corpos se tocam na noite fria,são brasas incandescentes que crepitam ao luar.
Percorres o meu corpo com as tuas mãos,devagar, como se de brisa se trata-se incendiando a terra escura e virgem.
Como um vulcão adormecido acordas-me devagar até à explosão, até o magma descer as colinas...
Sem pressa ou devaneio, como as águas cristalinas das fontes, bebes sopro de vida que vibra em mim.
Um doce encantamento...na terra dos sentidos.
Fecho os olhos, apenas para te poder sentir.
Para poder partir e chegar aos teus braços como se da primeira vez se trata-se...
Fecho os olhos e confio.
Deixo que me leves pelas pedras de sonho, que com o passar do tempo se transformam em areia fina e brilhante.
A areia que abraça o mar ...o mar que beija a areia... arde e queima ...por momentos somos luz, nasce um novo planeta e com ele uma lua nova.
Por momentos as pedras falam, vêm e sentem e dentro de nós um turbilhão como se tudo volta-se ao principio dos tempos.

A eternidade de um simples momento

Hoje queria ficar ali…Abri os olhos…A batida cardíaca acalmou o ritmo,
A respiração tornou-se lenta,
lambi os lábios secos pelo calor ou pela emoção.
Ao longe um pássaro parecia chamar,
O nascer do sol em tons de laranja…
De um lado o imenso azul-marinho,
Do outro as colinas e as planícies.Para sul soprava o vento
Abri os braços e a voar, dançando
Um abraço intenso, doce sensação.
A essência do mundo na minha mão.
Uma pequena semente
Um desejo de magia,
Naquele momento…
Nada mais, ninguém mais existia.
O beijo da verdade fez-me então despertar.
Percorri todo o caminho de volta,
Com um sorriso feliz, mas contido.
Revendo cada película, devagar…
A emoção, a imagem…
A Canção do vento
A Luz do mundo
O Mar de desejos
A planície dos secretos pensamentos
A terra dos sentidos
A eternidade de um simples momento.
Adormeci novamente, sorrindo, esperando um novo amanhã.
Ali fui feliz!

Aqui sou eu!

Gosto de fechar os olhos e sentir o vento.
Abrir os braços ao longo do corpo …como asas.
Imóvel como uma estatua
Deixar fluir o reflexo do sorriso na imensidão.
Apenas a linguagem do corpoApenas a reacção às forças da natureza…
Sentir o vento percorrer a minha alma.
Como uma carícia, inocente e pura.
Sou novamente criança.
E corro livre pela praia deserta, sorrindo.Sinto-me cansada e resolvo parar,o sol caí,
E eu decido assistir ao espectáculo que se proporciona,
O mar…à minha frente canta.
O vestido branco move-se como se tivesse alma…Os meus pés na areia ainda quente.
As gaivotas vêm em bando para a areia.Sento-me e fico ali,Cada imagem gravada na minha memória.
Aos poucos caminho ao encontro da noite que avança devagar.
Uma paz interior.
Os meus olhos sorriem como se uma estrela tivesse acabado de nascer.
Uma melodia única aqui…encontro as minhas asas.
Voou…e sou parte de algo único.
Sem passado, nem futuro…aqui: impera o presente.
Aqui eu sou!

Teatro

Olhei-te nos olhos e vi um brilho,
Olhas-te como se visses o mundo a derreter.
Envergonhada virei a cara para o canto da sala, fingido não perceber.
Fugi enquanto pude do teu olhar .
No entanto no virar da esquina do corredor esbarraste comigo.
Entornei um pouco de champanhe no vestido…sorri e tu tiraste o lenço do bolso de forma atrapalhada…
Desculpe! – Disseste -Vou até à varanda, quer-me acompanhar?
A noite estava quente e a rua cheia de gente.
Gente que gritava euforicamente após um concerto de musica alternativa.
Sorri discrepâncias de espaços…no mesmo tempo.
As t-shirt´s contrastavam com os fato e com os vestidos compridos.
O teatro é lindo os veludos, a madeira do chão…
Charme e sedução.
Entre nós o silêncio e sorrisos cúmplices de uma noite de verão.
Os nossos olhos fugiram, assim como as nossas palavras.
Felizmente que a Maria chegou quebrando o gelo:
Vamos abrir bolo.
E nós fugimos cada um para seu lado.
As máquinas fotografias registavam o momento com sede de movimento.
Os pares da moda mostravam-se alegres e sorridentes…
Sentei-me no sofá de veludo vermelho e sentaste-te ao meu lado.
Tirei o leque e abanei tentando disfarçar o quanto pude as faces rubras e o sorriso.
Guardei o leque e pensei: Maria salva-me.
Mas a Maria não veio.
E nesse instante viraste-te para mim.
Nos teus olhos o desejo era maior que as palavras.
Tentas –te balbuciar algo…
Tapei-te a boca
-Não digas nada…!
Descemos as escadas e abandonamos o Teatro de luz, misturamo-nos com as pessoas na rua e riamos, como crianças.
Apetece-me a andar…!
Eu de saltos altos e vestido comprido…deite o braço ansiando algum conforto.
Descemos as ruas antigas, até chegarmos aos Tejo.
O silêncio voltou…não me largaste o braço.
Ficamos ali a olhar a lua.
Deste-me a mão.
Pegas-te a outra mão, ficamos ali em frente um ao outro sem espaço para palavras.
Os teus olhos reflexo dos meus, faiscavam.
E aos poucos, devagar os nossos lábios tocaram-se.

Choque frontal

Cheguei…como um gato.
Corri atrás de ti pelo espaço que não conheço,
Curiosa e atenta,
Segui-te para não me sentir sozinha.
A musica as palavras, o espumante…o chocolate derretido nas tuas mãos.
O teu cheiro, o abraço, os pequenos passos de dança que improvisamos.
O sofá que nos chamava…
A luta entre a razão e o instinto,
O choque frontal
O cheiro que inebria,
O beijo mágico
O brilho dos teus olhos, onde me perco.
As tuas mãos entrelaçadas nas minhas.
O meu corpo que encaixa no teu.
Devagar sem pressas,
O tic-tac silenciado, pela noite.
Abstraio-me quanto posso.
Estar contigo, sentir-te.
A dança dos corpos
O suor que escorre em bica por nós
O desejo que não se consome
A tua respiração na minha pele.
O pulsar dos corpos que acompanha a mente.
És tu.
Finalmente Luz.
Incêndio em mim,
Em ti,
Ardemos na noite.
Deslizamos para um outro cenário.
Num abraço profundo
A tua pele é doce.
Adormeço calma,
O teu corpo é quente,
A noite abandona o espaço.
Acordo … com os primeiros raios de sol.
Tapo-te e tento não te acordar,
Da noite de sempre.
Lá fora a vida corre.
É tempo de sair, de correr de continuar…

E como tentei, não te amar.

Perdeste…
Perdeste-te…
E eu perdi-me como uma falua à deriva.
Agora já não importa.
Agora já não interessa.
As noite de luar intenso, são apenas mais uma noite.
Já não suspiro, porque sinto falta de ar.
O meu corpo antes ávido é agora um invólucro imagem, da minha alma vazia.

Perdi o leme.
Olho para trás …e imagino como poderia ter sido diferente.
As lágrimas grossas q eu chorei de culpa, por te amar.
Estraguei tudo.
Sempre que te encontrava sabia que te iria perder.
Era um labirinto real.

E como tentei, não te amar.
Fugi de ti, de mim…no entanto, ansiava cada momento juntos.
Nessa altura um coração ribombava e cada segundo era precioso.

Mas eu sabia que não podias ficar…nem eu te pedi que ficasses.
Dentro de mim uma dor imensa.
Quando partiste, arrancas-te uma parte de mim…
Hoje a tristeza conquistou o meu olhar.
Eras tu que dizias que já não existem Grandes Amores…
Porém eu sinto-me a morrer.

Choro sem lágrimas....