quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A duvida

A duvida…
Perante a duvida…
Que fazer?

Mantenho-me quieta como estatua distante mas presente.
Observo –te e tu nem me vês…
Nos corredores da memória encontro-te

Agora num espaço diferente, numa noite de acaso.
Ao acaso lançamos palavras e sorrisos
E num momento de magia o meu olhar prendeu-se ao teu.

A rosa vermelha no cabelo,
O vestido negro justo que revela as formas de mulher…
Antes menina antes estatua renascentista.
Hoje marcada pelo tempo, pela vida…
Sensível e cruamente madura.
Abaixo dos joelhos que tremem e tento disfarçar enquanto me levanto da mesa onde deixamos os flutes de champanhe no reencontro da vida.
Nesse momento em que o mundo pára e somos nós…

As pétalas das rosas vermelhas largadas na mesa branca, perfumam o ambiente.
Pegas-me na mão e percorres o meu braço…contornas a mesa e aproximas-te sem uma palavra.
Apenas os teus olhos que dançam com os meus na noite.
O brilho intenso e agarras-me abraças-me e percorres o meu pescoço…devagar.
Tento libertar-me mas tudo o que consigo é que prossigas o caminho pelo meu pescoço …de costas para ti.

O meu coração dispara…
O teu acelerou mas o ritmo não é mesmo…
Respiro, inspiro o cheiro em mim.
Desejo-te sim…

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