....
- Anda, dá-me a tua mão.
Descemos da casa e o frio fazia-nos rir...
Corremos pela floresta até nos cansarmos e alcançarmos a clareira do
outro lado…fizemos coroas com hera, à luz da lua.
Os sons da noite lançaram o mote e começamos a dançar...
Um convite, uma vénia e rodopiamos, não paramos de rir.
A lua estava linda, iluminava-te os cabelos soltos.
Olhei para os teus olhos e beijei-te docemente.
Quantas vidas terão de passar para
sermos um só?
- Anda vamos,
Andei até ao lago...
- Anda...
Despi o vestido branco
Os nossos corpos quentes depressa gelados pela água ficam hirtos de
poesia...as nossas almas geladas depressa ardem.
Pegaste em mim com doçura, beijei-te languidamente, dentro de água.
À nossa volta as árvores deixavam cair as suas folhas como se de magia
se trata-se, pois o vento não soprava.
Mergulhamos de mão dada.
Não te queria perder.
Nadamos até à pedra outrora quente estava fria.
O meu corpo outrora frio, estava agora quente.
Pegaste em mim e pousaste-me cuidadosamente em cima dela, como uma boneca de porcelana frágil.
Nesse momento os teus olhos queriam mais e os meus sedentos de ti.
Trouxe a tua mão até aos meus seios...
Ensinei-te o caminho do meu corpo.
Devagar, entraste em mim, enquanto o sol nascia.
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