quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A venda

Deixei que me vendasses…
Foi passivo.
Aquele frio na barriga estranho.
A sensação de me sentir guiada.
Dançamos noites sem fim melodias do passado e vislumbramos o presente como algo profundo
O futuro, claro, incerto.

Deixei que acalmasses a minha ira e aos poucos cresceu em mim um sentimento
Cresceu sem que o pudesse ou quisesse controlar
E todas as noites o ritual se repetia…deixei que me vendasses.

Tantas palavras, tantas emoções
A noite de sempre, para sempre.
A chama que arde.
O meu peito, o meu corpo…deixei que me percorresses, sem pensar, sem amanhã
Deixei que o prazer tomasse conta de mim
Vendada…

Consigo ver sem olhar
E não quero olhar…
Não quero ver os teus olhos que brilham mais do que estrelas.
Não quero recordar…
Quero sentir.
Quero viver.

Quero que me libertes de mim própria e de todas as dores, de todas as lágrimas…desejos profundos.
Desejos de um amor impossível
Entreguei-te o meu corpo…mas não me entreguei totalmente.
O que que conheces é a pura ponta de um iceberg…muito mais está para vir, se vier…

O que me pode fazer voltar atrás…quando estiver à beira do precipício…vendada…sentir que caminho vou tomar.

Um dia poderás dizer que me conquistaste…

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