terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Amor Proibido

Ela entrou no quarto e em cima da mesa de cabeceira estava um envelope branco.

Dentro do envelope uma estranha mensagem que a levava a ir à janela.
Dizia que espera-se que a neblina passa-se e no pico da lua cheia uma revelação lhe surgiria diante dos seus olhos, mas teria de ser paciente.

Curiosa pegou na gata ao colo e correu para a janela ansiosa…mas a neblina teimava em desaparecer e os meses foram passando e a esperança desvanecendo entre os raios de sol e lua…mas por teimosia ou simples inspiração todas as noites esperava por algo escrito numa mensagem deixada na sua mesa de cabeceira…porque acreditava que algo fantástico iria acontecer…nunca pôs em causa a mensagem, nunca pôs em causa o que sentia no seu coração.

Os meses foram passando as luas e os dias…

Uma noite quase vencida pelo cansaço pediu à salamandra negra que a acompanhava-a na sua vigília, que fala-se consigo baixinho enquanto crepitava, estava prestes a adormecer, a gata miou e nesse momento olhou pela janela, a neblina dissipou-se e na relva verde surgiram linda flores brancas com a palavra amor…eram brilhantes como estrelas.

Nos seus olhos cansados nasceu uma lágrima de luz e pensou:
É tão bom sentirmos que alguém nos ama…e adormeceu.


Mesmo que seja um amor proibido, mesmo que o mundo nos caia em cima da cabeça quando ousamos suspirar por alguém que não nos pertence pelas leis dos homens, mas que pela lei do coração nos impele a esperar, por uma simples palavra…um poema, uma gargalhada…a simplicidade emociona.

Não são simples palavras, nunca serão simples palavras, para mim não!
As palavras são tudo o que tenho, o que me resta…Não me roubes a verdade inscrita em cada batida do coração.

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